domingo, 19 de dezembro de 2010
Eu.
Ariane Camargo Mantovani. Tenho 17 anos, nasci em Araçatuba, mas moro em Birigui desde então, nunca mudei de casa, e estudei em 3 escolas apenas, sou mimada, e preciso muito da minha família. Sou desconfiada, mas me apego fácil as pessoas, do mesmo jeito que as esqueço fácil também. Tive poucas amigas em minha vida, e pelo destino perdi uma a uma; morro de medo da solidão, mas adoro caminhar sozinha. Sou birrenta, mandona, chorona, nervosa, infantil, madura, gulosa, teimosa, brigona, estúpida, medrosa, corajosa e mais um trilhão de coisas. Tenho cara de antipática, mas na verdade é timidez mesmo. Sou muito apegada as coisas e amo rotina, tenho medo de perder aquilo que gosto. Sinto falta da escola, da Ginástica Rítmica, e dos meus amigos antigos. Já tive mil e uma cores de cabelo, tenho 5 piercings e uma tatuagem. Sou apaixonada por música, por teatro, por moda, por arte; mas o medo de sair da minha rotina me priva as vezes. Sou inteligente, eu acho, mas em outros assuntos burra demais. Gosto de sorvete de morango, e de calda de chocolate, tenho um tesão retraído pela Lady Gaga, sou louca pelo Lucas Silveira e por mais alguns artistas, mas não tenho neura de adolescente em crise, apenas admiro. Sinto falta de algumas pessoas que foram importantes, mas de outras não sinto nada. Não costumo me arrepender, nem voltar atrás, embora não tenha muito orgulho. Tenho auto-estima baixa e necessito de alguém que me diga como eu sei ser importante. Tenho uma família abençoada com vários anjos; e um namorado lindo que sabe muito bem como me fazer feliz, e como me amparar, já que nunca me sinto sozinha, pois os meus pensamentos sempre estão nele. Achei que não namoraria cedo, mas hoje já sonho com o dia em que iremos nos casar. Sofri muito na minha vida pequena, mas tenho muitas histórias pra contar, aprendi muito, e me reergui sozinha muitas vezes. Pareço ser mal agradecida, mas na verdade tb é timidez, acho que a timidez é a raíz dos meus problemas. Adoro escrever.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
E mais uma vez falando dos sonhos.
E não é que eu ainda sonho? Eu ainda planejo e espero pelo que pode acontecer. Ainda canto no chuveiro, faço gestos pro nada, falo sozinha, choro sem motivo, faço coisas que achei que não faria mais quando ficasse um pouco maior. Ainda acredito na grandeza do amor, e nas suas impossibilidades; ainda amo. As vezes eu sou filósofa, e penso coisas tolas, e me enrolo sozinha; as vezes sou modelo, e poso para cameras invisíveis; por outras sou cantora, e fecho os olhos pra minha platéia ilusória; tem vez que sou importante, atriz, rica e bonita... Ah quanta bobeira. Quanto sonho que pode se realizar, e quantos outros que vão se perder no tempo. Acho que minha mente as vezes é muito criativa... Eu crio amizades eternas, amores impossíveis, sonhos difíceis, e gente pra sempre. Tenho medo como todos, mas ainda acredito na "força de vontade", no desejo, e no destino, moldável, porém destino. Posso falar de sonhos inúmeras vezes, pois mudo de ideia, como mudo de roupa, e mudo de teoria também, a de hoje é essa: a incerteza tão certa de ser quem não podemos ser. Sonhar, sonhar, sonhar. Não é pra todo mundo meu caro, tem que ter inocência de criança, grandeza de monstro, e agilidade de gnomo. Tem que saber fazer uma folha caída na calçada, virar uma grande casa na árvore em questão de segundos; tem que gostar de ficar sozinho as vezes só pra viajar pelas viélas dos sonhos, ou pela Marques de Sapucaí. E isso tudo não me faz mal, pois vou onde quero mesmo sem poder; mudo coisas que não podem mais ser mudadas, e reconstruo outras que se partiram sozinhas. É muito lindo sonhar e acreditar, e faz bem, pelo menos a mim. Quero sempre ter esse meu dom infantil, quero poder sempre ser a criança que ainda mora com os pais, e brinca de boneca; não pelo fato de não ter responsabilidas e sim por ter motivos sinceros pra sorrir. Se todos esses sonhos vão ou não se realizar, o tempo dirá, e aí? Aí eu escrevo de novo pra contar.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Disperdiçando alegrias.
É tão triste quando notamos o tempo perdido. Digo em especial hoje, ou melhor... ontem! Foi meu ultimo dia de ensino médio, e não havia me "caído a ficha" de que acabaria de vez, e que não veria mais o meu 3ºA. Quando vi, chorava, me arrependendo de não ter me dado a oportunidade de aproximação maior com meus amigos de sala. Me privei a amizades antigas, que apenas me fizeram parar no tempo, e com todo o egoísmo levaram a confiança que eu tinha em mim mesma. Mas hoje ela foi recuperada, e olha que engraçado: tentando recuperar o tempo perdido, recuperei minha confiança. Hoje percebi o detalhe mais cativante de cada um, o sorriso, o olhar, os jestos, as brincadeias... E vi o quão cada um é importante pra mim. Num abraço sincero pude sentir falta de cada um do meu 3º A. Talvez dois ou três tenham me magoado muito, porém vou sentir falta também. Só espero que o tempo não apague nem as minhas lembranças, nem a de nenhum dos outros. Fomos sim uma família, e embora eu tenha feito parte dela pouco tempo, juro que aprendi muitas coisas, inclusive a conhecer antes de julgar. Quando eu crescer quero ter um pouquinho de cada um em mim. E vou ter orgulho em dizer que pude fazer parte dos melhores, com certeza os melhores. E agora agradecendo um pouquinho: obrigada 3ºA por tudo, vocês são um pouco de mim.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Objetivos.
Você já parou pra pensar em quantos sonhos você teve quando era criança, e qual deles conseguiu realizar? Aposto que não. Talvez você se frustaria se fosse criança e soubesse que ia desistir tão logo de tudo que planejou. "Vamos ser amigas pra sempre": não, vocês não vão, nada é pra sempre; por mais que doa é assim, não importa quanto você acredite. A vida é desilusória, é fria, é calculista, é como a vingança, esperando pelo momento certo pra te apunhalar e levar tudo que você conquistou. "Vou casar, ter 6 filhos e ser feliz pra sempre": seis filhos? Como você vai sustentá-los nesse ninho de cobras? Ser feliz pra sempre? Ah como era bom sonhar quando criança. Hoje certamente seus planos mudaram, você quer apenas: um bom namorado, dinheiro, roupas, e tranquilidade pra chorar quando precisa. Não quer mais o carrinho da Barbie, nem o Upa-Upa do Gugu, rs. Agora que você pode trabalhar pra comprar, você simplismente não quer mais. Talvez seja pra ser assim mesmo, crescer, sofrer, evoluir, mudar, e querer coisas diferentes por motivos diferentes e nada inocentes. Talvez esteja aí, se um camaleão muda de cor e temanho quando se amedronta, porque nós não mudariamos? Porque nós não entendemos quando alguém muda um pouco? Por nós não escolhemos melhor os nosso objetivos? Porque?
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Amigos, amigos, interesses à parte.
Na maioria das vezes, escolhemos "mal", quem são nossos verdadeiros amigos. Nos equivocamos, já que na verdade, para nós, a amizade está naqueles que escutam nossas reclamações, e problemas; mas quando algo acontece com eles, mal deixamo-os falar. Embora soe de forma egoísta, pensando um pouco: é assim que a "banda toca". Muitas vezes não queremos por perto, aquele que nos dá conselhos brutos, e nos diz o que vê; porque o ser humano, infelizmente tem medo da verdade, e de ouvir algo que doa, que por mais que possa fazer bem, machuque. Os princípios humanos são duvidosos, e muitas vezes vergonhosos; parecemos animais lutando por território e buscando a satisfação pessoal, doa a quem doer. Por mais divinos e quase perfeitos que sejamos, as vezes dá vergonha esses atos impensados. As vezes me envergonham esses "humanos" tão "desumanos" e irracionais. Seja em quesito de amizade, vida, ou sociedade; acho que está mais do que na hora de pensarmos antes de qualquer ato, e repensar os princípios. Talvez o segredo estivesse em começar na amizade, no carinho, sentimento que só faz bem e nos enriquece. Não é que eu seja mais ou menos entendedora, mas quando não tenho o que fazer, sonho com uma espécie de "mundo perfeito".
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